Porque reclamar é injusto com os outros (e com você)

Você já ouviu (e falou) reclamações como estas ou parecidas?

  • “Nossa, hoje estou tão cansado…”
  • “Não tô aguentando o calor que está hoje.”
  • “Tá tudo péssimo no trabalho. Já te falei que eu odeio meu emprego?”
  • “Lá em casa tá muito ruim, não tenho tempo pra nada porque minha família me suga.”
  • “Odeio esse trânsito!”


natalia-rosin-reclamarfoto cortesia de pixabay/RyanMcGuire

Tem gente que não passa um dia sem reclamar pelo menos uma vez né?

Esse é você?

Porque nós (eu me incluo nessa) já estamos super acostumados em soltar pequenas reclamações ao longo do dia, já reparou?

Podem ser por coisas bobas como o clima que nunca é do jeito que a gente quer, o celular que é lento, a roupa que não tá perfeita, o trânsito que você pega todo dia, a dor de cabeça que você está sentindo…

Mas também podem ser por coisas maiores como o trabalho que tá difícil, um projeto que não está dando certo ou um problema na família.

O fato é que nós passamos boa parte da vida reclamando de alguma coisa ou alguém.

Mas sabe por que não adianta reclamar?

Sempre vai ter algo que não está do jeito que você quer.

Sempre.

Tem uma frase que fala que quando você resolve o problema nº 1, o problema nº 2 é promovido.

A vida não é um mar de rosas e nós estamos longe de conseguir controlar tudo e todos. E o que foge do nosso controle muitas vezes não é exatamente do jeito que esperamos.

Quando você aceita a verdade de que sempre vão ter coisas fora do que você acredita ser ideal, tudo fica mais simples e leve.

Reclamar não vai fazer a situação melhorar.

Talvez nós apenas “contamos” uma reclamação para as pessoas com quem convivemos dia após dia para receber a simpatia e piedade das pessoas, ou ser notado, ou saciar um desejo de aceitação.

Sei lá, o fato é que só falar é inútil. Não vai resolver, não vai mudar a situação.

Maya Angelou disse algo que traduz o que eu penso sobre o assunto:

“Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude a sua atitude. Não reclame.” Maya Angelou

Agora, é fácil seguir esse conselho? Não mesmo! Eu me pego reclamando de bobeiras vez ou outra. Não é fácil mesmo quebrar um padrão que eu segui por um bocado de tempo.

O negócio é tentar se lembrar disso e prestar mais atenção no que a gente costuma falar no dia-a-dia.

Mas definitivamente, todas as vezes que eu reclamei para alguém que eu estava com dor-de-cabeça, minha dor não diminuiu nadica de nada. Já foi um incentivo e tanto pra eu parar de reclamar sobre isso.

Quem ouve não pode fazer nada.

Aqui eu não estou falando de informar o outro de como você está se sentindo quando ele pode ajudar você de alguma maneira.

Aqui eu estou falando de quando você reclama só para receber as recompensas que eu descrevi no ponto anterior: simpatia, piedade, ser notado ou ser aceito.

Quando você reclama para alguém dizendo que está cansado, o que ele pode fazer?

Absolutamente nada.

Você começa a reparar que está caindo na armadilha de reclamar de pequenas coisas quando as pessoas te respondem com “Hum…”, “Nossa…”, “Ixi… “, “Uhum…”

Elas não tem o que falar, muito menos o que fazer pra te ajudar. Então porque descarregar suas reclamações nas pessoas com quem você passa seus dias?

E afinal de contas, pra quem tá do outro lado, é muito cansativo conviver com pessoas negativas, que vivem reclamando dos céus, da vida, do azar.

Não seja uma delas.

Fique atento ao que costuma sair da sua boca. Você tem usado a reclamação como um modo padrão de se comunicar?

Leve isso com você hoje: Reclamar é injusto com os outros porque eles recebem a informação e não podem fazer nada por você. Mas é injusto com você também, porque assim você se coloca em uma posição de “não posso fazer nada para mudar isso” e isso se torna um impedimento para que você viva a sua vida de forma completa.


dicas-achar-paixao-natalia-rosin-rodape-post-3

  • Ju

    Gostei muito do texto, porque às vezes me percebo reclamando e reclamando repetidamente, parece um vício… E para pessoas que no fundo não resolverão meu problema. O que deve ser péssimo para elas também, imagino. Definitivamente é algo que sempre quando lembrar quero trabalhar.

    • Ju, obrigada pelo comentário! É uma prática mesmo, o primeiro passo é ficar ciente de quando isso acontece. Beijos ;)