“Para ser feliz, você só precisa seguir sua paixão!”

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foto gentilmente cedida por stocksnap

Faça um favor a você, seja gentil com você mesmo, e apenas por hora, tire a palavra paixão da jogada. Apenas liberte você disso, esqueça por hora, deixe ir. E onde antes estava isso, ao invés da ansiedade e da urgência e do pânico sobre perseguir uma paixão (que você não está nem sentindo), faça uma coisa muito mais fácil, muito mais simples: Apenas siga sua curiosidade.

Porque a curiosidade é muito mais leve, mais dócil, mais acolhedora do que a paixão, e muito mais acessível.

Sempre existe alguma coisa na sua vida, no dia-a-dia, pelo que você é um pouquinho curioso. Essa é a trilha de migalhas no chão, é a caça ao tesouro, a via que Deus alimenta com pequenas pistas para uma incrível caça ao tesouro da sua preciosa vida.

E a única coisa que a curiosidade vai pedir de você é que você vire a cabeça alguns centímetros e apenas olhe mais de perto uma dessas pistas. E pode não ser nada, e está tudo bem, ou algo pode acontecer.

Se você deixar essa coisa de paixão de lado e seguir sua curiosidade, sua curiosidade pode até te levar à sua paixão.

Quem falou isso aí em cima foi Elizabeth Gilbert, escritora americana, em uma palestra, de onde eu transcrevi esse trecho.

Quando eu assisti essa palestra da Liz Gilbert, fiquei tão atônita e extasiada que assisti o vídeo mais 3 vezes. Isso diz muito sobre o quanto essa mulher atingiu meus botões, porque raramente eu revejo um vídeo ou releio um mesmo livro – então disso você já pode tirar alguma conclusão do nível da mensagem pra mim.

Ela me fez enxergar que essa coisa de “Cara, para ser feliz, tudo que você precisa fazer é seguir sua paixão!” é, além de supervalorizada, um conselho inútil e péssimo, um desserviço pra boa parte das pessoas.

E aí finalmente caiu essa ficha, de que nem todas as pessoas nessa Terra são criadas iguais nesse sentido. Algumas sabem sua paixão desde que tem 5 anos de idade. Outras tem 50 e ainda não fazem a mínima ideia de qual é sua paixão, se é que elas tem uma.

E tá tudo bem. De verdade!

O que fazer então?

Se você é do segundo tipo, que não tem uma paixão desde a infância, ainda não descobriu sua paixão ou é uma pessoa que tem múltiplos interesses, você tem duas opções:

1) Você pode viver uma vida angustiada, se martirizando na árdua busca de descobrir qual é aquela sua grande e única paixão;

2) Ou você pode viver uma vida plena e feliz se escolher ser guiado por suas curiosidades e interesses do momento, seguindo as migalhas-pistas pelo caminho.

Como sempre, a escolha é sua.


 

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  • Mariana Calil

    Engraçado que ontem mesmo lecionei para os adolescentes lá da igreja como as paixões tendem a nos escravizar…

    Concordo que as curiosidades são muito mais leves (e tenho tentado me deixar levar por elas para encontrar motivação de uns tempos para cá), mas será que algumas delas também não nos levam a caminhos prejudiciais?