Há menos de 2 semanas, faleceu o Dr. Wayne W. Dyer.

Você pode saber quem era ele ou não, mas Wayne era um escritor americano (com mais de 40 livros publicados!) e palestrante na área de desenvolvimento pessoal.


natalia-rosin-sentimentosfoto gentilmente cedida por pexels

Eu li o primeiro bestseller dele, em 2013, por indicação do professor de um curso que estava fazendo na época.

E por isso eu sou muito grata.

Ler esse livro foi uma virada de jogo na minha vida. Foi quando começou a transformação que mudou pra sempre a maneira como eu me enxergava e depois como passei a agir.

O mais curioso é que eu comprei o livro pela internet, e quando ele chegou, eu abri aquele livrinho quase que de bolso, com um título sugestivo gritando “AUTO-AJUDA BARATA! AUTO-AJUDA BARATA!” e pensei: Não acredito que eu vou ler esse livro…

Mas fui em frente, afinal eu já estava num estágio que eu queria mudar algo na minha vida (que eu ainda não sabia o que era), e comecei a ler.

E caramba!

Quem era aquele cara que estava falando coisas completamente contrárias ao que eu estava acostumada?? Totalmente opostas ao que eu vivia na prática, opostas ao que eu cresci achando que era verdade???

A cada capítulo era uma quebra de paradigma pra mim. E eu só conseguia pensar: Não acredito que ninguém – família, escola, sociedade – nunca tinha me ensinado tudo aquilo, em mais de 20 anos de vida.

Foi um dos momentos em que eu confirmei mais uma vez como a escola não prepara pra vida, apenas pra um emprego em um cubículo, numa caixinha pré-formatada.

Se escola preparasse pra vida, ela ia ensinar também sobre desenvolvimento pessoal, produtividade, oratória…

Mas como só prepara pra uma caixinha, ela só ensina trigonometria, objeto direto e indireto e hidrocarbonetos.

Mas enfim, isso é papo pra outro dia…

E dentre as muitas coisas que foram quebras de paradigma, uma delas que mais deu um nó na minha cabeça foi:

Você é capaz de controlar seus sentimentos.

Eu acreditava, como acho que a maioria das pessoas acredita, que sentimentos são coisas que acontecem e pronto, você não tem qualquer controle sobre eles.

Que nós somos reféns dos nossos sentimentos e temos que nos habituar a isso.

E foi o Dr. Wayne quem primeiro me ensinou que sentimentos não são simplesmente emoções que acontecem. São reações que você escolhe ter.

O seu padrão de reação pode ter sido fabricado ao longo da sua vida, pouco a pouco, por uma cultura que te diz desde sempre que você não é responsável pelos seus sentimentos.

E pode ser muito difícil quebrar um padrão, mas é possível.

Agora você deve estar pensando: “Ah na teoria isso é muito bonito, mas na prática são outros 500! Quero ver manter a calma quando alguém te tira do sério/está tudo engarrafado/tem fila gigante no banco!”

E eu também pensava assim antes, e vivia culpando as pessoas e circunstâncias pelo que eu sentia ou deixava de sentir.

Mas depois eu vi que não devia.

Eu vi que as pessoas não determinam a minha resposta. Sou eu quem permito que a situação dite a minha resposta.

A responsabilidade é minha.

E quando eu me coloco como responsável e me tiro do papel de vítima, eu tenho controle sobre algo: eu mesma e a minha resposta.

“Você acredita que os fatos ou as pessoas é que o tornam infeliz, mas isso não é verdade – é você que se faz infeliz, em decorrência dos pensamentos que tem a respeito das pessoas ou fatos que fazem parte da sua vida.” – Wayne W. Dyer

Os sentimentos vem dos seus pensamentos. Logo se você consegue controlar seus pensamentos, você também é capaz de controlar seus sentimentos.

Agora, é fácil passar a controlar seus sentimentos? No way! É como aprender a fazer qualquer coisa nova ou mudar algo enraizado: Precisa criar autoconsciência, precisa lembrar e precisa de prática constante.

“Lembre-se de que o que incomoda você não é o que as outras pessoas fazem, e sim sua reação a isso. Em vez de dizer: ‘Eles não deviam fazer isso’, diga: ‘Queria saber por que me incomodo com o que eles estão fazendo’.” – Wayne W. Dyer

Se hoje você é refém dos seus sentimentos, eu te convido a começar a pensar diferente e internalizar a verdade de que você tem poder sobre o que você sente e pode escolher suas reações.

Ah o livro? É esse aqui.

O que acha sobre tudo isso? Compartilha aí nos comentários porque eu quero muito saber!


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