Não quero cair na rotina

Não quero cair na rotina.
Não quero ser escravizado por máquinas, burocracias, tédio e feiura.
Não quero me tornar um imbecil, um robô, um peão.
Não quero me tornar um fragmento de pessoa.

Quero fazer o meu próprio trabalho.
Quero viver com (relativa) simplicidade.
Quero lidar com pessoas, não com máscaras.
As pessoas importam. A natureza importa. A beleza importa. A inteireza importa.

Quero ser capaz de me importar.

Esse manifesto foi escrito em 1970, por E. Fritz Schumacher. Mas poderia ter sido escrito em 2016, por você, por mim, por todos nós.

Ter apenas um trabalho que pague as contas não é mais suficiente.

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Mas a verdade verdadeira é que nós trabalhamos para pagar as contas e custear o estilo de vida extravagante que temos para compensarmos o fato de que temos apenas um trabalho que paga as contas.

Que paga as contas dos restaurantes onde almoçamos correndo para voltar para o escritório, do combustível de vai-e-volta do trabalho e casa, dos junk foods que compramos para o jantar, dos remédios para dor de cabeça, gastrite e dor na coluna que ataca toda semana, que paga aquelas compras de coisas que não temos tempo de usufruir porque não paramos em casa, que paga aquela viagem de feriado na praia que fazemos para escapar da rotina massante.

Que paga tudo que “nós merecemos, afinal trabalhamos duro para ter tudo isso“.

Talvez não precise ser assim.

Talvez o caminho seja olhar de forma inversa, do fim pro começo.

Precisamos de tanto vai-e-vem, junk food, roupas caras, estresse, carros do ano, remédios e cada vez mais e mais objetos nas nossas vidas?

Se acreditamos que não precisamos de tudo isso pra ter uma vida plena, feliz e que importa, então talvez possamos viver com (relativa) simplicidade.

Se não precisamos de tudo isso, então talvez, só talvez, não precisemos daquele trabalho que insistimos em manter só porque ele nos dá o dinheiro para gastar com essas coisas.

Talvez possamos deixar de ser robô disfarçado de humano, e começarmos a nos importar de verdade com o nosso eu, com as pessoas, e com a inteireza da vida.

Talvez possamos descobrir quem somos. Quem somos de verdade, sabe? Aquele Eu que existe lá no fundo, escondidinho atrás de máscaras e aparências, de como nos disseram que deveríamos nos comportar ou pensar.

Olha… quem sabe até possamos criar o nosso próprio trabalho…


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  • Lucas Luciani

    Natalia, faz todo sentido o que tu escreveu, concordo contigo, tem até um clipe poético meu que eu abordo algumas destas coisas, eu sonho em viver a partir do que eu amo, pois quando fazemos o que amamos não existe tédio.

    http://7seasonsblog.com/2016/03/29/entrevista-flavia-pavanelli/

  • Lucas Luciani

    Natalia, faz todo sentido o que tu escreveu, concordo contigo, tem até um clipe poético meu que eu abordo algumas destas coisas (https://youtu.be/2Lv_dYcCX1s), eu sonho em viver a partir do que eu amo, pois quando fazemos o que amamos não existe tédio.