Onze maneiras de ser chato e mediano

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imagem gentilmente cedida por joegardner/unsplash

  1. Aceite sem questionar o que as pessoas lhe dizem.
  2. Não questione a autoridade.
  3. Faça faculdade porque esperam isso de você, não por querer aprender algo.
  4. Viaje ao exterior uma ou duas vezes na vida para algum lugar que considerar seguro.
  5. Não tente aprender outra língua.
  6. Pense em abrir seu negócio, mas nunca o faça.
  7. Pense em escrever um livro, mas nunca escreva.
  8. Faça o maior financiamento de imóveis para o qual você se qualifica e passe 30 anos pagando.
  9. Sente-se a uma mesa 40 horas por semana para uma média de 10 horas de trabalho produtivo.
  10. Não se sobressaia nem chame atenção.
  11. Avance a todo custo e sem refletir, saltando obstáculos e ticando listas de coisas a fazer.

Terminei de ler o livro O Poder dos Inquietos, do Chris Guillebeau há 5 minutos, sentada em uma mesa do meu café e restaurante favorito aqui em São José dos Campos. Esse já era um que estava na minha lista de livros a ler há um bom tempo, e sinceramente, não sei porque demorei tanto. Lembrei dessa lista que li no início do livro e resolvi postar aqui no blog.

Não é uma lista exaustiva e, na minha opinião, nem sempre se qualificar pra um item quer dizer que você é chato ou mediano (mas praticamente tudo). Apenas nos dá o que pensar…

Eu pensei em como isso se parece com uma vida segura e confortável. Não que tenha nenhum problema em ter uma vida segura e confortável. Essa pode ser a escolha de vida de muitas pessoas, pode ser inclusive a sua.

(Apesar de eu acreditar que 98% das vezes não é uma escolha, mas é na verdade seguir o fluxo sem pensar, sem questionar, sem ter real consciência de que poderia ser diferente. Afinal, “a vida é assim mesmo, fazer o que…”)

Mas de verdade, não tem problema nenhum em ter uma vida segura e confortável. Mas também não tem nada demais. Muitas vezes você pode aguentar alguns anos vivendo assim, mas fatalmente você vai começar a se questionar “Isso é tudo?”, ou ter a sensação de que “tá faltando algo…”

Se é o que você quer, tem muita segurança em viver dentro da zona de conforto. Mas é fora dela que nós encontramos as infinitas possibilidades. Coisas que não achávamos que era possível, até darmos um passinho pra fora dessa zona que nos coloca limites imaginários.

Brendon Burchard, autor e coach americano, fala sobre 3 tipos de vida, e uma delas é a Vida Confortável. Esse não é um tipo de vida em que você se sente preso em uma jaula, sem opção, sem voz e sem potencial, mas ainda assim é uma em que a pessoa está presa, em algum tipo de armadilha. Eu visualizo que a pessoa se prende em uma corrente, que pode até ser muito extensa, mas que inevitavelmente limita o raio até onde ela pode ir e do que ela pode fazer.

“Todo homem morre; mas nem todo homem realmente vive.” William Wallace

Que tipo de vida você quer viver?


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