Fazer X Apoiar quem faz

Antes de mais nada, eu quero agradecer a vocês que sempre mandaram mensagens e emails dizendo que estavam com saudades, e pedindo para eu voltar ao blog. Sempre li essas mensagens com uma pontadinha no coração de agradecimento, e me sinto honrada por poder contar com esse suporte de vocês.

Fazer X Apoiar quem faz, Natália Rosin

Eu sempre quis criar, sempre. Não havia um dia durante a minha infância em que eu não estivesse envolvida em algum projeto ou pensando em algum. Não havia tédio durante as férias em casa quando eu era adolescente, porque eu sempre tinha o que fazer enfurnada na minha escrivaninha no quarto. Enquanto meus amigos de escola diziam ansiar a volta das aulas, dizendo não aguentar mais ficar em casa entediados, eu estava lá sonhando pra que eu tivesse mais tempo de férias pra terminar tal projeto.

Durante o meu ginásio, eu sonhava em ser artista. Durante um tempo dizia que queria ser escritora.

(Tudo porque na 5ª série, a minha história, dentre todas da classe, foi a escolhida para virar um livro. Um livro de tecido, com a minha história, ilustrado pelos alunos, para participar de uma gincana no colégio.)

Logo eu achei que talvez eu não tivesse o necessário para me tornar escritora, e que aquela experiência de ter criado algo legal para a classe foi importante para me mostrar que eu era capaz, e que se algum dia eu quisesse voltar a isso, seria uma ótima opção, porque escrever é uma coisa que eu gosto de fazer.

Hoje em dia, eu continuo amando pensar em projetos e executá-los manualmente. Dá pra você ter ideia disso se você é um leitor das antigas do blog. Mas o que eu tenho percebido, no último ano ou mais, é que na verdade ter vivido o que vivi me possibilita um par de coisas muito além do que eu imaginava lá atrás, quando eu queria ser artista.

Me possibilita conhecer inúmeras pessoas que tem mais talento artístico do que eu, e a pensar de que formas eu posso contribuir para apoia-las.

Me possibilita levantar a bandeira do que eu acredito e fazer o mundo à minha volta melhor.

Eu acredito nisso, e enquanto deixo o fazer com as pessoas mais criativas e talentosas desse Brasil, eu quero fazer a minha parte para dar o suporte pra esse povo mostrar o seu trabalho e ser feliz fazendo aquilo que ama.

Agora uma PERGUNTA: Se você puder tirar uns minutinhos pra deixar um comentário aqui, me diz uma coisa que eu quero muito saber: Você faz aquilo que ama?


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  • Mariana Calil

    Sim e ainda não, isso basta? Hahahaha

  • Lívia Cunha

    Acho que em certa medida posso responder como a Mariana: sim e ainda não. Eu escrevo. Vivo disso e é quase tudo o que sei fazer. Escrevo por trabalho e por prazer. Mas a minha ocupação principal, enquanto ganha-pão, não me realiza. Porque escrevo sobre coisas que acho insignificantes (apesar de entender o contexto desses textos existirem), que não instigam, mudam ou inspiram. Nesse sentido, acho que ainda não faço o que amo. Gostaria de escrever mais histórias que mexessem com as pessoas, que se conectassem a elas de alguma forma. Mas não sei se um dia farei também. Por uma atitude um pouco acomodada, eu penso “O que me impede de ir e fazer o que eu quero”? Talvez não como emprego, mas escrever com regularidade e disciplina sobre o que me interessa. Por realização de vida mesmo. Mas não sei. Não tenho resposta. Acho que mudar é desafiante mas ao mesmo tempo amedrontador. Talvez seja isso.

    • Livia, obrigada por compartilhar isso com a gente. Você falou uma coisa certa: mudar é um desafio e dá medo mesmo.

  • Oie! o/ que bom que vc voltou!

    Eu tb posso dizer que faço o que amo mais ou menos (ainda rs)
    Coragem pra largar tudo e iniciar não foi o problema, o problema é a coragem pra continuar! (quando algo não sai como o esperado, ou ainda não dá o retorno necessário – meu caso)

    Trabalho com fotografia social (ou de “família” como é mais conhecido)
    Amo o que faço, mas sofro com o mercado e com as minhas dúvidas internas. Está sendo um processo cansativo e longo, mas com certeza satisfatório! Eu luto bastante com a questão da positividade, ânimo, certezas, ansiedades e meus pontos fracos (marketing, vender meu peixe rsrs)….mas quando entrego um trabalho e vejo como a pessoa gostou, me sinto extremamente feliz! =) Se vc quiser conhecer me avisa que te mando o link! =)

    beijos!

    • Carla, adorei ver seu ponto de vista, diferente do que estamos acostumados a ver. Você já teve coragem de começar, o problema agora é manter o ritmo e motivação, né? Obrigada por partilhar sua história!

  • Denise Siloto de Araújo

    Viva!!! Muito legal que você voltou, ainda mais que coincidiu com um momento muito especial pra mim… decidi deixar o meu emprego e me dedicar um tempo a descobrir um novo caminho, mais feliz e pleno :) tenho certeza que seu blog vai continuar a servir de inspiração!!! Beijos Natz :*

    • Obrigada, Denise! Desejo muita luz nessa descoberta! E acho que o blog vai te ajudar sim :)

  • Jess

    OI natz!!!!! :)
    que felicidade que tu tá voltando! <3
    sempre inspiradora e causando reflexões.

    sobre sua pergunta, felizmente sim! me achei muito no que faço atualmente, cada dia me redescobrindo e construindo meu próprio negócio. Cansativo e estressante as vezes né? Mas extremamente recompensador. Assim como você também trabalho com projetos, onde tenho a oportunidade as vezes de trabalhar com gente muito talentosa e me inspirar a cada dia.

    um grande beijo :*

    • Obrigada Jess! E que feliz saber que você faz o que ama! :D

  • Naine Gomes

    Oiie!! Tu voltou yeah o/. Muita luz neste novo recomeço :D.
    Quanto a tua pergunta, ainda não faço o que amo, mas creio que eu esteja no caminho ;).

  • Clarice Moura

    Legal que está de volta Natz! Sua história de vida é inspiradora…

    A pergunta é se faço o que amo… Bem eu responderia que parte do meu dia tenho aprendido a amar o que eu faço e na outra parte eu realmente faço o que eu amo. =)

    Desde sempre gosto de fazer coisas com as minhas próprias mãos…e encontrei no meu esposo o maior de todos os incentivos para materializar todos os sonhos guardados. O empurrão? Uma boa dose de “eu acredito em você, no seu potencial”. No final do ano passado nasceu a “Casa de Retalhos”. O nome condiz literalmente com a minha casa se encontra hoje. Cheia de retalhos, rabiscos, ideias, mãos inquietas… Quero muito tornar isso um projeto rentável pra uma dedicação 100%, mas ainda não consegui. Estou me encontrando e com certeza as dicas do blog e também do Tanlup tem me ajudado bastante.

    E eu é quem agradeço por VOCÊ fazer o que ama e isso ter um impacto tão positivo na vida de tantas pessoas, como na minha!

    É bom tê-la de volta! ;)

  • Bárbara Paz Rodrigues Marques

    Eu trabalho com o que eu amo. Eu sou professora de artes e hoje em dia trabalho perto de casa, com a faixa etária que eu gosto, em uma escola com estrutura para projetos diferentes e um grupo excelente. Estou muito feliz! Mas meu lado B, meu lado artesanal que me fez conhecer você, outros crafters, motivo pelo qual eu tenho um mini-ateliê no meu quarto… esse eu realmente não tenho o tempo para me dedicar tanto quanto eu gostaria.

  • Fernanda

    Que bom poder te ler de novo ^^
    Sobre a sua pergunta, não, eu não faço oque eu amo.
    Mais se eu puder ser um pouquinho mais verdadeira, existem alguns momentos em que eu faço oque eu amo, não como um trabalho ou coisa assim, mas quando eu me coloco nas coisas, nos detalhes, com amor. Quando eu consigo expressar tudo oque eu sou, numa coisinha pequena q seja. Nesse momento eu faço oque faz meu coração bater.

  • Evelyn Pasquali

    Oi… Estou em uma grande crise existencial referente a isso.
    Hoje eu sou funcionária pública e eu, no início, eu me encantei com essa profissão, mas hoje vejo que tudo é extremamente limitado para poder atuar como deveria. Estou me sentido deslocada.
    O agravante se dá ao fato de ser mãe e, após ficar 15 dias de férias, me senti péssima em ter que deixá-los em casa. Eles sem mim e eu sem eles.
    Durante esse período fiz o CONAMÃE (onde te conheci, rs) e algumas coisas começaram a clarear em minha cabeça.
    Mas, voltando a sua pergunta: 1° eu não amo o que eu faço hoje. E 2° eu não sei o que eu amo de verdade… :/

  • Paula Maria

    Recebi isso hoje do TUT: “When I survey life’s majesty: the birds, the bees, and the African Tulip trees. And when I survey life’s characters: the Abdullas, the Lilis, and the Kaylas. And when I consider life’s tribulations: the setbacks, the losses, the fear. And when I consider life’s abundance, its glories, its order. And when I… actually, I could go on forever… literally.

    Do you know what I love the most, Paula?

    How real it all seems.

    Wow,
    The Universe”

    Aí vim olhar seu último post e acabei lendo mesmo foi esse daqui.
    Ainda estou buscando o que amo de verdade. E o que amo fazer. Sei que gosto muito de ensinar, dar aulas me faz muito feliz, mas no momento eu ainda não sou remunerada o suficiente para viver apenas disso, então tenho um trabalho que paga minhas contas mas que não me dá tempo de fazer algo que amo…

    As pedras do caminho…

    Enfim, foi muito bom ler esse post seu de volta ao blog. AInda não tinha entendido sua mudança de “tema”, mas agora tô sacando. Aos poucos a gente vai achando nossos caminhos, né? Parabéns pelo conteúdo, inclusive. Está de qualidade: objetivo, mas não impessoal. Tem sua marca muito bem definida, dá gosto de ler. :)

    • Muito obrigada, Paula! Significa muito pra mim esse retorno :)