De onde saí e para onde estou indo

No último mês eu fiz uma especialização em Lifestyle Design Coaching no Rio, com a Paula Abreu e o Bruno Juliani. Hoje em dia estudar sobre a questão de estilo de vida é algo que me interessa muito, desde que eu percebi que todas as decisões que eu tomei, todas as mudanças que eu fiz na vida adulta foram motivadas quase que exclusivamente pelo estilo de vida que eu queria criar pra mim e pra minha família.

A última mudança que eu fiz foi de trabalho, de cidade (mais uma vez), e de atitude diante da vida.

Nesses últimos 2,5 anos, eu saí de um estado em que eu levantava depois de apertar o botão de snooze 1 milhão de vezes, tomava uma caneca gigante de café preto pra acordar (literalmente gente… eu levantava igual a uma zumbi, sentava no sofá da sala e recebia uma caneca de café que meu marido já tinha preparado, pra poder acordar e ir tomar o restante do café da manhã com minha família). Pegava o carro e levava minha filha pra escolinha às 8h da manhã, de lá ia pro escritório, trabalhava igual uma condenada, até a hora de buscar minha filha perto das 19h, pra ainda enfrentar o trânsito em SP até em casa.

Pra chegar em casa, colocar ela pra dormir e ler uma história na cama (porque ela já vinha banhada e jantada da escola).

Pra daí voltar pro computador e trabalhar um pouco mais, matar as pendências que ficaram do dia ou aproveitar pra fazer alguma pesquisa.

Eu saí de um estado em que eu tinha uma lista de tarefas gigante, vivia ocupada e apagando incêndios, pra chegar no final do dia e ter a sensação de que eu não tinha produzido nada.

O sentimento era de que a vida não cabia na minha vida. Eu vivia estressada e sentindo um peso nas costas, como uma mochila pesada que eu não conseguia tirar sozinha.

Hoje eu sei que eu só estava sobrevivendo.

Eu sou sócia de uma empresa startup e nessa época trabalhava como CEO + faz-mais-um-pouco, mas não me sentia dona da minha vida, apesar de fazer meus horários, de ter flexibilidade e de não “ter chefe”. Ter criado uma empresa já era um movimento, lááá no início da minha vida adulta, em busca de um estilo de vida desejado: sem emprego formal, fazendo algo que gostava, criando algo. Foi um grande aprendizado e me diverti muito durante o processo. Mas eu acabei caindo na armadilha do empreendedorismo, de ter uma qualidade de vida pior do que se eu tivesse um emprego de 9 – 18h, de trabalhar longas horas, final de semana adentro, em detrimento das outras áreas da minha vida. Por falta de conhecimento mesmo, talvez falta de maturidade, talvez por não ter as ferramentas que eu tenho hoje.

Eu saí daquele estado pra um estado hoje em que a minha filha estuda só de manhã, está de tarde com a gente, e agora sim, eu tenho durante a semana muito mais tempo disponível pra ela do que só ler uma história na cama.

Hoje eu acordo antes dela, tenho minha rotina matinal, meu momento a sós comigo, coisa que é essencial pra eu funcionar bem, é um investimento no meu eu. Eu medito, faço journaling, leio, faço alongamento (e mais recentemente yoga, tô apaixonada! <3), tomo um um café da manhã saudável com minha família ~não preciso de café pra me acordar!~, tenho tempo de preparar meus ovos e suco verde amado (que é meu vício atual =P).

Hoje eu termino o dia sabendo que eu fiz o que é mais importante. Hoje eu termino o dia sabendo que eu me movi, nem que seja um pouquinho, na direção dos meus sonhos e objetivos.

Essa mudança foi resultado de uma busca por um estilo de vida que faça sentido pra mim. Ainda não é do jeito que eu sonho exatamente, ainda está em construção, sempre vai sofrer mutação com o tempo, mas estou no caminho.

E assim, aos poucos, eu vou construindo, enquanto vou vivendo, a vida dos meus sonhos. Porque a jornada é tão ~ou mais~ importante que o destino final.


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  • Luciane

    gente, os sites estão fora, os domínios estão expirando, é o fim?

  • Natz, eu acho que nem preciso dizer que me identifiquei com o texto, haha, cada vez que venho aqui falo a mesma coisa, mas é a verdade. É difícil admitir que o “trabalho dos sonhos” muitas vezes está sendo mais prejudicial do que trazendo coisas boas para nossa vida, né? Pelo menos pra mim foi… Esse ano eu e a Cris decidimos fechar a La Vanille por tempo indeterminado, pois percebemos o quanto estávamos terminando cada dia mais e mais frustradas, apesar do crescimento do nosso micro negócio. O problema é que pra fazer muita coisa acontecer, estávamos abrindo mão do tempo com a família, da espiritualidade, e de nós mesmas, chegou uma hora que a gente já nem sabia mais o que realmente queríamos ou não… enfim, essas decisões não são fáceis, mais como você disse, é o que define o estilo de vida que queremos criar para nós. Como eu já disse antes, ainda estou me reencontrando depois da maternidade, depois dessas decisões, mas estou gostando dessa fase, de ter mais tempo para o que importa. :)