Você se conhece bem?

A importância de se autoconhecer, Natália Rosin
foto cortesia de lauren rushing

Antes de você responder essa pergunta, vamos traçar um paralelo: Imagina que você é daquelas pessoas que não acompanha suas finanças no dia-a-dia. Não dá tempo de fazer um orçamento mensal, nem de olhar regularmente seu bankline. É tão prático poder passar tudo no cartão… Você nem precisa ter dinheiro na conta porque existe o cartão de crédito!

Conseguiu visualizar?

Pois bem, tenho quase certeza que quem não acompanha as finanças gasta mais do que deveria.

Por quê? Porque “o que os olhos não veem o coração não sente”, então você não tem consciência de que naquele mês gastou muito mais do que o seu orçamento permitia com roupas, por exemplo. Se você faz isso mês após mês, vai acumulando débitos e mais débitos, e torrando as economias, até que chega um momento em que a bomba explode na sua mão.

E é aí que começa o desespero, porque durante meses, você estava de olhos vendados, simplesmente porque não buscava ter conhecimento sobre suas finanças. Você está quebrado e não sabe como chegou a esse ponto… “Como isso aconteceu?”

Aconteceu porque você não conhecia a sua conta bancária. Não conhecia de verdade.

E é mais ou menos a mesma coisa que acontece quando você não conhece a si mesmo. Com o agravante de que nossas emoções, personalidade, necessidades, habilidades e deficiências não são números em um extrato bancário. Elas não são mensuráveis e nem objetivas, o que dificulta ainda mais o ato de tomar a iniciativa de buscar se autoconhecer.

E conhecer mais sobre si, sua personalidade, seus pontos fortes e seus pontos fracos é algo tããão importante! É o primeiro degrau para muitas outras coisas dentro do nosso crescimento pessoal:

1. Aceitar-se e amar-se.

“Eu não confio em pessoas que não amam a si mesmas e ainda me dizem: ‘Eu te amo’. Há um provérbio africano que diz: Tenha cuidado quando uma pessoa nua te oferece uma camisa.” – Maya Angelou

Você não pode oferecer muita coisa de valor para outras pessoas quando você não se ama. E você não pode amar o que não conhece.

Quanto mais você presta atenção às suas emoções (ao invés de negá-las) e ao seu modo de agir, mais facilmente você vai entender porque você faz as coisas que faz. E a partir disso você é capaz de se aceitar e se amar, com suas deficiências e habilidades, como o ser humano completo e imperfeito que você é.

2. Aprender a trabalhar a seu favor, não contra.

Por exemplo, eu sou uma pessoa introvertida. Ao contrário de alguém extrovertido, eu me sinto mais viva quando estou sozinha, lendo, escrevendo, pensando, fazendo planos, estudando. É quando eu recarrego as energias. Antes de saber que eu era introvertida, eu achava que era tímida (e aceitava esse rótulo que me colocavam) e me julgava, me cobrava por isso. Já me forcei a muitos eventos cheios de pessoas que drenavam totalmente as minhas forças e o meu humor, só porque eu “tinha que estar lá, tinha que participar”.

Quando eu estudei a minha personalidade e descobri que eu era introvertida, foi libertador! Finalmente eu consegui me aceitar, e sei que o que eu tenho pra oferecer de melhor para o mundo acontece justamente quando eu estou sozinha. Isso não quer dizer que eu não gosto de gente! Eu continuo gostando de me conectar e conversar com pessoas, mas agora que eu me conheço, eu sei que sempre que eu passar horas socializando e conversando, eu tenho que ser gentil comigo depois e separar tempo sozinha para recarregar as energias.

3. Ser único.

Todo mundo fala que se você quer fazer diferença na vida das pessoas e ter um negócio de sucesso, você tem que ser único, que você tem que encontrar aquela UMA coisa que torna você diferente de todo o resto.

Mas como você poderia saber onde encontrar essa singularidade se não for se conhecendo?

Você só consegue usar o que te torna único para o bem se você sabe o que te torna único.

4. Tornar-se uma pessoa melhor é impossível sem conhecer-se a si mesmo.

Mas não vai achando que autoconhecimento é a mágica que vai fazer você ser uma pessoa melhor. É apenas o primeiro passo.

É fácil achar que no momento em que você se conhece bem o suficiente, você vai conseguir magicamente resolver todos os seus problemas e todas as suas questões internas. Nananinanão… Não se engane, autoconhecer-se não faz nada por si só, mas é impossível dar os próximos passos sem isso como base.

Agora é com você: Qual experiência com o ‘se autoconhecer’ você pode compartilhar nos comentários abaixo?


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