{natzfirefly}

Como eu passei a acordar cedo, e o que você pode fazer para conseguir também.

Eu sempre achei que funciono muito melhor de manhã. Quando acordo cedo eu consigo fazer muito mais coisas em menos tempo. A manhã é super produtiva e antes do almoço eu sinto que já resolvi um monte de coisa. O problema é que com a correria do dia-a-dia, eu dormia muito tarde, normalmente depois da meia noite, e acordava mais tarde do que gostaria, por volta de 7, 8h da manhã, ou acordava cedo mas passava o dia como zumbi.

Como eu passei a acordar cedo, Natália Rosin

Foi então que eu realizei que essa não era uma rotina sustentável por muito tempo e nem saudável pra mim. Eu não queria estar sempre cansada. Eu queria ter tempo de fazer exercício físico pela manhã. Eu queria conseguir aproveitar melhor o meu período mais produtivo do dia. E pra fazer isso acontecer, eu teria que provocar uma mudança de hábito grande na minha vida.

Foi quando eu vi um vídeo do autor de O Poder do Hábito, e pegando alguns insights do vídeo, resolvi tentar do meu jeito.

Esse é um post sobre como eu comecei a acordar cedo e ter uma rotina matinal consistente, e eu recomendo fortemente que você, com essas dicas, encontre o seu caminho para ter também uma rotina matinal. O legal é que com a experiência que tive na formação de um novo hábito, eu escrevi o ebook “Dicas para criar aquele novo hábito que você sempre quis. Mas nunca conseguiu.”, que estou disponibilizando de graça AQUI!

Vamos lá então pra eu te contar como foi que eu consegui passar a acordar cedo todos os dias.

1) Sabendo porque eu queria acordar cedo.

Parece óbvio falando assim né? Mas não se engane, se não tiver muito claro pra você o porquê de querer implementar um novo hábito, vai ser bem difícil mantê-lo no longo prazo.

O meu porquê era bem real pra mim: ter mais qualidade de vida, cuidar da minha saúde, me organizar e trabalhar de forma mais inteligente, para conseguir aproveitar melhor o meu dia.

2) Não tentei implementar mais de um hábito ao mesmo tempo.

Ahhh isso é muito importante! Eu já havia tentado outras vezes, mas errei em querer criar dois, três hábitos novos ao mesmo tempo. Por exemplo, eu já tinha tentado criar uma rotina matinal que envolvia: acordar cedo + ler + meditar + escrever no diário + fazer atividade física. Todas eram coisas que eu já fazia, mas não de forma consistente. E nada mais natural eu querer torná-las atividades diárias ao mesmo tempo, afinal elas estavam relacionadas, certo?

Errado!

Se já é difícil implementar um novo hábito, imagina vários ao mesmo tempo. O meu conselho é: vá com calma, mesmo que você ache que vai dar conta de dois hábitos novos juntos, no meio do caminho você vai ver que achou errado. Isso eu aprendi por experiência própria. =P

Dessa vez, a única coisa que eu queria de verdade que fosse consistente era acordar às 5:30h (comecei acordando às 6h e gradativamente passando para as 5:30h). Ler seria algo natural e fácil de fazer depois de acordar e escrever no diário fazia parte do pacote porque eu queria registrar a experiência como um todo. Mas não considerei que eram coisas “obrigatórias”: se eu acordasse às 5:30h e considerasse outra coisa mais importante pra fazer nos primeiros 30 minutos do dia, eu fazia sem dor na consciência. O importante era ter um tempo sozinha antes de entrar de cabeça nas tarefas do dia-a-dia.

3) Acordei cedo ininterruptamente por, no meu caso, 30 dias.

Mesmo aos sábados e domingos.

Veja, pra mim, não adiantaria acordar cedo só nos “dias de trabalho” e no final de semana não. A mudança da rotina no final de semana iria acabar cobrando seu preço nos outros dias e eu não iria conseguir manter o ritmo. E no meu caso, eu queria aproveitar bem a manhã de sábado e domingo pra fazer outras coisas tão importantes quanto o trabalho.

E o período de tempo precisa ser determinado por você. Não quer dizer que depois desse período você vai relaxar. Mas se você foi intencional nesse período, depois vai ficando cada vez mais fácil manter o ritmo.

4) Criei gatilhos*

Pra conseguir acordar cedo, antes de mais nada, eu precisava criar gatilhos para a hora de dormir. Isso começava com ter uma hora definida para começar a me aprontar para dormir. Eu queria dormir às 9:30h da noite, então às 8:45h eu sabia que tinha parar o que estava fazendo e começar a me preparar. Isso incluía: checar qualquer coisa que pudesse estar pendente na casa > trocar de roupa > escovar os dentes e afins > ligar o celular no carregador no criado-mudo e acionar o despertador > desligar a luz do quarto e ligar a do abajur > ler 20-30min de um livro de ficção pra ajudar a relaxar > dormir.

Se eu não dormisse as minhas 8 horas necessárias, eu até conseguiria acordar cedo, mas teria sono durante o dia e minha produtividade não seria tão boa. Uma coisa que eu percebi depois que comecei essa rotina matinal (e noturna) foi que eu não senti mais aquele sono que sempre teimava em bater depois do almoço. Ou seja, eu passei a acordar às 5:30h da manhã, mas só ia sentir aquela sonolência lá pras 8, 9h da noite. Desde que eu dormisse as horas necessárias, não tinha mais sono pós-almoço.

*No ebook, eu explico direitinho o que é um gatilho. Para baixar o ebook, você pode ir aqui.

5) Escolhi as minhas recompensas diárias

Uma coisa que me ajudou a ter consistência no processo foi me permitir recompensas, tanto pra hora de acordar quanto pra hora de dormir. No meu caso, minhas recompensas para acordar eram: (1) tomar uma xícara de café como primeira coisa do dia, enquanto lia. Só de saber que aquele primeiro gole de café ia esquentar meu corpo e me fazer despertar, já valia a pena acordar. E (2) ver o nascer do sol pela vista da varanda. Pra hora de dormir, ler 1 ou 2 capítulos de um livro de ficção era algo que já me fazia ansiar pela hora de deitar à meia-luz e ler.

(um adendo: eu quase nunca me permito ler livros de ficção porque eu sei que não vou ter tempo de ler todos os livros do mundo que eu gostaria, então prefiro investir meu tempo em livros de não-ficção, que é onde eu mais aprendo, reflito e cresço pessoalmente.)

(um segundo adendo: não que livros de ficção não sejam importantes, mas eu gosto muito de aprender coisas novas, e comigo isso acontece mais em livros de não-ficção. Mas eu também gosto muito de ler ficção e pra mim eles são pra relaxar e me divertir.) Ok, voltando…

Implementar um novo hábito não é fácil, e integrar as recompensas à rotina diária é o que vai te ajudar no dia-a-dia, elas devem ser coisas pelas quais você vai esperar ansiosamente. E não precisam ser grandes coisas, como você pôde ver no meu exemplo.

6) Antecipei prováveis dificuldades

Desde o início eu sabia: Dificuldades vão acontecer.

E aconteceram. Na metade dos 30 dias, eu comecei a sentir muita dificuldade de acordar (e me manter acordada depois de levantar). Por alguns dias eu levantei 30 minutos depois do despertador tocar, o que reduziu o meu tempo pra ter minha rotina matinal, mas eu entendi que fazia parte, eu ainda estava me acostumando ao novo hábito.

E pior, num dos últimos dias, eu teria um compromisso super tarde da noite, e fui dormir às 3h da manhã, e é claro que eu não iria conseguir acordar às 5:30h! Minha primeira reação seria me descabelar, mas ao invés disso eu aceitei esse imprevisto e acordei mais tarde naquele dia, como se eu tivesse dado uma pausa. E pronto, recomecei no dia seguinte como se nada tivesse acontecido.

O importante é ficar firme mesmo que falhe 1 dia ou que no meio do caminho pareça difícil.

Uma nota: Se você quer fazer algo diferente do que você está acostumado a fazer, talvez você tenha que conversar com as pessoas com quem você convive, pra que elas não joguem no time contra, e não que elas façam isso por mal. Por exemplo, pra implementar o hábito de acordar cedo todos os dias, eu conversei com o Gustaf (el maridón) sobre o que eu pretendia e porquê eu queria passar a fazer isso. Se eu não conversasse, ele talvez não entendesse porque eu não poderia ficar acordada mais tarde para assistir um filme, ou porque nós teríamos que passar a jantar mais cedo.

O caso é que é importante esclarecer expectativas desde o início para as pessoas que estão dispostas a te apoiar.

7) Me diverti!

Quando eu decidi que iria passar a acordar cedo eu pensei: Preciso me divertir no processo, preciso que ele seja agradável pra que eu mantenha esse hábito pra vida!

Eu queria manipular o processo pra que minhas lembranças futuras fossem positivas. Então pra isso, além das recompensas, eu criei o #30ceusmeus, que nada mais era do que uma foto diária que eu postava no meu instagram, do céu que eu via pela sacada da varanda. Como eu sabia que ver o nascer do sol já era uma coisa que me motivava a acordar cedo, registrar em fotos era algo que ia ser ainda mais divertido.

#30ceusmeus, Natália Rosin
#30ceusmeus no instagram

Outra coisa também importante pra mim era usar um despertador “agradável”. Sabe quando você fica traumatizado com um som ou música que você usou por muito tempo e que só te fazia acordar sobressaltado? Eu já tinha passado muito por isso, já tinha ficado enjoada de muitos toques de despertador, e o pior pra mim era acordar já “assustada” com aquele toque terrível. Foi aí que eu descobri o Morning Sun (app gratuito para iPhone) e ele salvou minha vida, principalmente porque tem sons da natureza que vão crescendo gradativamente de forma bem suave, me fazendo acordar quase que sem esforço (eu escolhi o toque de passarinhos ^^).

Depois de passar 30 dias praticando acordar cedo de forma extremamente intencional, eu celebrei com uma fatia de bolo de chocolate deliciosa! Foi a minha forma de me dar um tapinha nas costas e dizer: Yeah! Você conseguiu, Natália!! \o/ :D

Mas não foi o fim da linha, porque como eu falei, eu queria ter esse hábito de acordar cedo pra vida toda, e continuei me esforçando para ficar firme. É claro que, em diversos dias desde então, eu não acordei cedo por um motivo ou por outro, mas esse não é mais o meu padrão, essas são exceções que acontecem e eu me permito, sem crise e sem arrancar os cabelos.

Porque eu sei que, no dia seguinte, eu vou voltar à rotina matinal que eu escolhi ter.

Pergunta: Como é a sua manhã ideal? Você acorda cedo?

Ebook Dicas para criar aquele hábito que você sempre quis. Mas nunca conseguiu, por Natália Rosin

Como eu uso o Evernote para ser mais organizada e produtiva

Eu comecei a usar o Evernote no ano passado e ele tem sido uma ferramenta essencial na minha vida desde então! Ele é o meu cérebro digital, onde eu coloco tudo, absolutamente tudo, que preciso pra me manter organizada e liberar espaço aqui no meu cérebro humano e poder usá-lo pro que importa de verdade.

E convenhamos, não dá pra confiar na minha cabeça pra lembrar de todas as coisas que eu preciso lembrar, então eu me condicionei a jogar tudo lá dentro. Ele é inclusive o sistema que está fazendo com que seja possível que eu me torne cada vez mais paperless, podendo me desfazer de mais e mais papéis a cada dia (esse é um processo looooongo pra mim).

natalia-rosin-evernote-1
olha aí o Evernote em ação

Se você ainda não tem familiaridade com o Evernote, deixa eu te explicar bem rapidinho: Ele é uma ferramenta que te possibilita criar Notas, que podem ser organizadas dentro de Cadernos (e até por Pilhas de Cadernos, embora eu não use) e por meio de Tags (minha escolha preferida de organização!). Dentro de cada Nota, você pode inserir textos, checklists, tabelas, imagens, pdfs, arquivos diversos e até áudios (o que eu adoro!). As Notas são privadas por padrão (só você tem acesso), mas você pode escolher compartilhar com outras pessoas, e pode ter Cadernos inteiros compartilhados também.

Como ter essa ferramenta como companheira diária tem dado muito certo pra mim, quero compartilhar um pouquinho com você para que eu uso o Evernote no dia-a-dia (e quando eu digo dia-a-dia, eu quero dizer TODO dia)

1) Para escrever

O grosso da minha escrita é feita no Evernote. Pra algumas coisas eu uso o iA Writer (Mac), mas a maioria do que escrevo é no próprio Evernote.

Posts do blog, artigos, planejamento de projetos, textos diversos etc etc. Até carta eu já escrevi primeiro no Evernote pra depois passar a limpo no papel! Só não uso o Evernote para escrever entradas de diário, porque pra isso uso o Day One (Mac também), mas de resto, praticamente tudo vai pra lá. O bom é que cada Nota já guarda informações de data de criação, local e histórico de alterações, o que é ótimo pra acalmar a viciada aqui em datar tudo que vê pela frente.

2) Para fazer listas

Eu não uso o Evernote como meu gerenciador de tarefas. Para minhas to-do lists eu uso o Nozbe, que é outra ferramenta indispensável na minha vida. Mas gosto de usar o Evernote pra outros fins, como:

  • Checklists de viagem, com tudo que não posso esquecer de colocar na mala
  • Listas de compras
  • Listas de lugares que quero visitar (Ex. Tenho uma nota chamada “Busca pelo Café Perfeito”, onde tenho uma lista de todos os cafés que quero conhecer e vou dando check naqueles que já fui)
  • Pautas rápidas de reunião
  • Minha lista de objetivos para o ano
  • Minha revisão semanal

natalia-rosin-evernote-2

3) Para jogar ideias

Literalmente. Por exemplo, se eu tenho uma ideia de post, simplesmente crio uma nota, escrevo a ideia lá, coloco a tag “blog ideia post” e esqueço. Quando eu for realmente parar para escrever um post, puxo a tag, passo pelas ideias e escolho uma delas.

Qualquer pensamento que eu tenha (daqueles que passam pela sua cabeça e se você não escrever, vai esquecer, sabe?) eu jogo no meu cérebro-evernote e aí sim posso esquecer completamente porque eu sei que está bem guardado e quando eu precisar posso recorrer a ele novamente.

4) Para arquivar tudo. Até a mãe.

Esse é o grande pulo do gato pra mim! É o que me possibilita me tornar cada vez mais paperless, porque sei que posso arquivar tudo quanto é papel no Evernote, tirando uma foto ou escaneando e colocando dentro de Notas.

Desde documentos, comprovantes, notas fiscais, contratos, cartões de visita (sorry, se você me deu um cartão de visita, a foto dele está em uma Nota, mas ele já foi pro lixo), recibos, receitas médicas, até… desenhos da Cecília.

(Pais e mães corujas horrorizados em 3, 2, 1…)

Ok, vamos falar a verdade: Meus pais guardavam meus desenhos e artes, eu até lembro das pastinhas, mas me pergunta se hoje eu tenho algum pra contar história? Tudo se perdeu, ou está tão enfurnado na casa deles que eu não faço ideia de onde está. Sim, essa é a categoria que está sendo mais difícil de arquivar e jogar fora o original (talvez eu guarde alguns =P), mas comecei pelas milhares de atividades escolares que se multiplicam ano após ano, e até agora tenho tido sucesso. \o/

O melhor é que vou poder ter acesso fácil e pra sempre, tudo em um único lugar sem ocupar espaço físico, e à distância de uma busca.

Ah, eu não falei a melhor parte: o Evernote encontra palavras dentro de imagens. Sim, ele ENCONTRA-PALAVRAS-DENTRO-DE-IMAGENS. Inclusive em textos escritos à mão. Em qualquer idioma.

natalia-rosin-evernote-3-busca
O Evernote encontra textos escritos à mão dentro de imagens. Pura magia!

Aliás, a busca como um todo do Evernote é um caso a parte, pra mim ela é a cereja do bolo.

5) Para notas de livros e citações

Desde sempre eu sou viciada em guardar citações e partes de livros que eu gostei e marquei. Até hoje eu não tinha encontrado um sistema ideal pra isso, até começar a usar o Evernote.

A grande maioria de livros que eu leio é via Kindle, o que super facilita isso pra mim. Eu leio o livro, vou destacando as partes que gosto no próprio app do Kindle e quando acabo de ler todo o livro, abro minha conta Kindle e busco pelas passagens destacadas daquele livro. Usando a extensão do Chrome Evernote Web Clipper, salvo essa página em uma Nota com a tag “nota de livro” e pronto. Assim posso copiar passagens desse livro para citar em outros lugares quando quiser.

E isso é um pouquinho de como eu uso o Evernote pra me manter organizada e produtiva!

E você, usa o Evernote também? Quais são suas dicas pra mim?
Se você não usa, o que você faz pra se manter organizado?

Ebook Dicas para criar aquele hábito que você sempre quis. Mas nunca conseguiu, por Natália Rosin

5 razões para não querer fazer tudo sozinho

Vou te contar um segredo: Eu sempre tive muita dificuldade de trabalhar em equipe. Quando no processo de um projeto, eu nunca soube muito bem como dividir.

Natália Rosin - 5 razões para não querer fazer tudo sozinho
foto de JD Hancock

Deixa eu te dar um exemplo para ilustrar o que eu estou falando: Feiras de Ciência. Não sei como era na sua época de ginásio, mas na minha escola, geralmente você tinha um grupo de 5 ou 6 pessoas, escolhia um tema sobre o qual iam apresentar, e partiam para as pesquisas e materiais que iam usar para sustentar aquele tema. Pois bem, acho que isso é uma lei universal dos grupos escolares, mas você sempre tem: 1 ou 2 que fazem o trabalho duro, e 4 que só pegam carona e decoram o que tem que apresentar 1 dia antes, certo?

Nos meus grupos, não era diferente. Todo ano nós dividíamos o trabalho, mas cada um fazia sua parte mal e porcamente. Teve um ano que eu decidi: Quer saber, eu vou fazer esse trabalho sozinha. Montar o conteúdo, preparar os materiais e só dividir com o restante do grupo quem vai falar o que. E vamos ver no que dá, vamos ver se vai sair um trabalho bacana. E foi basicamente isso que eu fiz.

E o trabalho ganhou em 1º lugar do colégio.

Talvez tenha sido aí que começou o meu trauma de esperar pelos outros para fazer um trabalho. Talvez tenha sido aí que eu confirmei que é melhor fazer tudo sozinha.

Acredito que essa dificuldade em trabalhar em equipe (e delegar!) atinja muita gente, não só eu. Por isso resolvi contar aqui o que me ajudou (e tem me ajudado ainda) para melhorar nesse aspecto, e talvez sirva para você também. Essas são as minhas 5 razões para não querer fazer tudo sozinha:

1) Você não é o melhor em tudo. 

Doa o quanto doer, essa é a mais pura verdade. Você não é o melhor em tudo, e enquanto estiver tentando fazer tudo que chega às suas mãos, você vai deixar de fazer bem aquilo no que realmente é bom. É muito mais proveitoso você  focar em menos coisas e guardar seus esforços e energia para elas. Mas e aí você pode se perguntar: “Ok, mas… no que eu sou bom?” (Porque enquanto você tenta fazer tudo ao mesmo tempo, as suas reais habilidades podem passar despercebidas, certo?). A resposta é: Aquilo que você gosta de fazer, aquilo que pessoas próximas dizem que você é bom! Tire um tempo pra pensar sobre isso e tentar chegar na sua resposta.

2) Você é um recurso limitado.

Você é 1, tentando cumprir suas responsabilidades em 24h, 30 vezes por mês. E ainda, dentro dessas 24h, você tem que dormir (e bem, por favor), tomar banho, se alimentar e (geralmente) se locomover. Essas são coisas que ninguém pode fazer por você e só nisso já vai quase metade das suas 24h diárias. Faz as contas. Se você, como eu, quer provocar alguma mudança no mundo à sua volta, você precisa dar um jeito de reservar para si as tarefas mais importantes e encaixá-las nessas 12h que você tem por dia.

Vale falar que passar tempo com o seu marido/esposa, brincar com seus filhos, relaxar, se divertir e etc também são coisas que só você pode fazer, e elas são tão importantes quanto a tarefa mais importante do seu trabalho.

3) Você não vai viver pra sempre.

Se você estiver no caminho de construir alguma coisa: um negócio, uma organização, um trabalho artístico ou qualquer coisa assim, e estiver tentando fazer isso tudo sozinho, imagina quando você morrer (porque um dia você vai, sabe disso né?). Tudo que você construiu vai ser enterrado junto com você? Ou você vai passar para as pessoas que trabalham ou que vivem com você aquilo que você sabe, para que o seu legado continue?

Ou então, o simples fato de trabalhar em equipe, e dividir as tarefas com outras pessoas, vai te possibilitar dividir o seu conhecimento, os seus valores e inspirar outras pessoas. E isso já é um legado suficiente para se deixar.

4) Porque feito é melhor que perfeito.

Você acha que só você faz aquilo muito bem, e que ninguém vai fazer tão bem quanto você. Sinceramente, isso é verdade em grande parte das vezes. Mas já ouviu aquela máxima “Feito é melhor que perfeito”? Ela serve também pra isso. E nada impede que você ajude e treine outras pessoas para fazerem da melhor forma possível.

5) Porque as pessoas à sua volta são talentosas.

Você vai se surpreender com o quanto as pessoas podem realizar tarefas de uma forma muito melhor do que você realizaria. Porque se é verdade que algumas coisas ninguém fará tão bem quanto você (e você pode conviver bem com isso, porque lembra? Feito é melhor que perfeito), é também verdade que, em outras coisas, pessoas mais capacitadas e que são boas naquilo podem dar um up no seu trabalho. E mesmo pessoas não tão capacitadas de início podem se desenvolver com ajuda e treinamento seus. Acredite nas pessoas.

E você? Também tem dificuldade em dividir o trabalho com outras pessoas? Deixa sua resposta aí nos comentários!

Criatividade está em todos: 6 dicas para mudar sua atitude e ser uma pessoa criativa

Eu acredito piamente e eternamente que toda e qualquer pessoa é criativa.

Algumas percebem isso e fazem bom uso dessa característica, algumas abafam (ou deixam que abafem) a própria criatividade, outras nunca nem pararam para pensar de verdade sobre isso, e outras tantas tem medo de viver de forma criativa.

nataliarosin - we can do it
We can do it!

Mas eu realmente acredito que o ser humano é por natureza criativo, basta olhar para uma criança. Talvez o que aconteça é que ao longo da vida algumas dessas pessoas que foram crianças criativas tem essa característica suprimida pela família, pelos amigos ou pela própria escola. Nem vou entrar nesse mérito, isso é assunto pra um outro post. Mas eu não acho que “perder” a criatividade é um caminho natural não. Nós deveríamos é estar preocupados por isso acontecer com tamanha frequência.

E quando falo de criatividade, não estou falando só do lado artístico: de pintar, desenhar, esculpir ou escrever. Tenho certeza que muita gente pensa só nesse lado quando se fala nisso, certo? Mas não, eu estou falando da criatividade no sentido mais amplo da palavra. De ser capaz de ter ideias inovadoras em qualquer área da vida. De buscar soluções para os problemas que aparecem e ter sucesso nisso.

“Criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados.” – Torrance, 1965

Mas o que fazer se você acha que não é uma pessoa criativa?

Pra mim, tudo começa com uma mudança de atitude. E aqui significa principalmente deixar de aceitar aquilo que você considerava como sendo verdade, porque foi o que todo mundo sempre falou. E mais ainda, o que você sempre falou pra si.

E pra dar o pontapé inicial nessa nova história, quero te passar 6 formas para começar hoje a ser diferente, e deixar a criatividade despontar aí dentro:

1) Admita que você é uma pessoa criativa.

Já que estamos começando do começo, deixa eu te perguntar: Você já se olhou no espelho e falou pra si: “Eu sou uma pessoa criativa!”? Então comece daí. Se você nunca se considerou uma pessoa criativa, e nunca te chamaram assim, talvez seja a hora de começar a afirmar isso, sabendo que o seu verdadeiro eu, criativo, está aí dentro de você, adormecido e abafado, só esperando você admitir isso e trabalhar para despertá-lo.

Se você não quer olhar no espelho diariamente e falar isso pra si, escreva no diário, ou em um caderno, essa frase e/ou variações dela. Escreva todos os dias, até você acreditar de corpo e alma que você é sim uma pessoa criativa.

2) Crie períodos de tempo livre no seu dia.

É o que chamam de ócio criativo. Se você é o louco das listas de tarefas, ticando uma tarefa atrás da outra, até o seu dia acabar, você tem zero minutos de ócio criativo. A ideia é separar algum ou alguns períodos do dia sem uma agenda definida. E é criar mesmo, separar à força, porque eu tenho certeza que a primeira coisa que você pensou foi “Impossível! Eu não tenho tempo pra isso.”

3) Preste atenção ao que acontece à sua volta.

Passe a olhar para as coisas, e olhe de verdade. Quando estiver no mercado, preste atenção às cores, aos cheiros, às texturas. Veja filmes com olhos mais atentos. Ouça músicas com ouvidos mais atentos. Quando estiver caminhando na rua, comece a observar tudo o que acontece ao seu redor. Pare de ter pressa. Tudo o que vemos, ouvimos e sentimos pode ser inspiração para criar. E isso nos leva ao ponto seguinte.

4) Tenha um caderno sempre à mão.

Quando você começar a ver de verdade as coisas que acontecem à sua volta, você vai querer ter um caderno sempre na bolsa (ou no bolso) para anotar as ideias que surgem e inspirações que você quer guardar. E nem precisa ser um caderno físico. Eu uso o Evernote para tudo, ele é o meu cérebro digital. Por exemplo, se eu vejo algo na rua que quero registrar para usar depois como inspiração, eu abro uma nota no Evernote, fotografo e pronto, já está lá pra quando eu quiser voltar nisso.

5) Aprenda 1 coisa nova por mês.

Aprender coisas novas expande a mente e você ainda tem a chance de encontrar algo que gosta muito de fazer e que não sabia porque nunca havia experimentado. Coloque uma meta de aprender 1 coisa nova a cada mês, você pode fazer isso de diversas maneiras, olha algumas:

  • Assistindo vídeos online. Existe uma infinidade de materiais na internet, desde cursos online gratuitos ou pagos, até tutoriais em assuntos diversos.
  • Sentando pra conversar com alguém expert em uma área que te fascina.
  • Inscrevendo-se em aulas presenciais. Vale tudo, desde aulas de culinária ou jardinagem, até de programação. (Por exemplo, o Sesc em SP tem cursos nas mais diversas áreas, acho que a um preço bem acessível)
  • Lendo um livro sobre um assunto que você se interessa mas não conhece bem.

Aliás, ler sempre, livros diversos, seja de não-ficção ou ficção, é uma ótima forma de abrir a mente e aprender. É uma das minhas favoritas.

Abra-se para o novo. Experimente coisas novas.

6) Pratique.

Levante a bunda da cadeira, e comece a agir! Comece a fazer algo pelo simples prazer de fazer, sem se preocupar com o resultado.

Muita gente acha que só pode ser criativo quando está inspirado. Mas não caia nessa, não fique esperando pela inspiração chegar magicamente. Geralmente, ficar bom em algo significa praticar e praticar. Parafraseando Thomas Edison, genialidade criatividade é 1% inspiração e 99% transpiração. Ou seja, você precisa colocar a mão na massa para resgatar a sua criatividade.

Na real, eu só arranhei a superfície com esse post. Mas é por aí que se começa a ser uma pessoa mais criativa. Não adianta eu te dar várias dicas práticas e mirabolantes, se você não tiver trabalhado o mais importante antes, aí dentro de você.

E agora é a sua vez! Me responde: Você se considera uma pessoa criativa? O que você faz pra exercitar a criatividade?

Fazer X Apoiar quem faz

Antes de mais nada, eu quero agradecer a vocês que sempre mandaram mensagens e emails dizendo que estavam com saudades, e pedindo para eu voltar ao blog. Sempre li essas mensagens com uma pontadinha no coração de agradecimento, e me sinto honrada por poder contar com esse suporte de vocês.

20150223

Eu sempre quis criar, sempre. Não havia um dia durante a minha infância em que eu não estivesse envolvida em algum projeto ou pensando em algum. Não havia tédio durante as férias em casa quando eu era adolescente, porque eu sempre tinha o que fazer enfurnada na minha escrivaninha no quarto. Enquanto meus amigos de escola diziam ansiar a volta das aulas, dizendo não aguentar mais ficar em casa entediados, eu estava lá sonhando pra que eu tivesse mais tempo de férias pra terminar tal projeto.

Durante o meu ginásio, eu sonhava em ser artista. Durante um tempo dizia que queria ser escritora.

(Tudo porque na 5ª série, a minha história, dentre todas da classe, foi a escolhida para virar um livro. Um livro de tecido, com a minha história, ilustrado pelos alunos, para participar de uma gincana no colégio.)

Logo eu achei que talvez eu não tivesse o necessário para me tornar escritora, e que aquela experiência de ter criado algo legal para a classe foi importante para me mostrar que eu era capaz, e que se algum dia eu quisesse voltar a isso, seria uma ótima opção, porque escrever é uma coisa que eu gosto de fazer.

Hoje em dia, eu continuo amando pensar em projetos e executá-los manualmente. Dá pra você ter ideia disso se você é um leitor das antigas do blog. Mas o que eu tenho percebido, no último ano ou mais, é que na verdade ter vivido o que vivi me possibilita um par de coisas muito além do que eu imaginava lá atrás, quando eu queria ser artista.

Me possibilita conhecer inúmeras pessoas que tem mais talento artístico do que eu, e a pensar de que formas eu posso contribuir para apoia-las.

Me possibilita levantar a bandeira do que eu acredito e fazer o mundo à minha volta melhor.

Eu acredito nisso, e enquanto deixo o fazer com as pessoas mais criativas e talentosas desse Brasil, eu quero fazer a minha parte para dar o suporte pra esse povo mostrar o seu trabalho e ser feliz fazendo aquilo que ama.

Agora uma PERGUNTA: Se você puder tirar uns minutinhos pra deixar um comentário aqui, me diz uma coisa que eu quero muito saber: Você faz aquilo que ama?

Ebook Dicas para criar aquele hábito que você sempre quis. Mas nunca conseguiu, por Natália Rosin

[Palestra] Não basta ser um grande criativo com um produto supimpa. Tem que saber vender.

Natália Rosin no FBNCriativos

Com a minha experiência no Tanlup, uma das situações que eu mais vejo são criativos que tem um produto maravilhoso, mas que não conseguem vender, não conseguem chegar ao seu público de forma eficaz. E foi por isso que eu escolhi falar sobre esse tema na palestra online que vou dar no 1º Fórum Brasileiro de Negócios Criativos, amanhã (sim, domingo!) às 10h da manhã.

Fica aqui o convite para você me assistir em vídeo e em cores. É só se inscrever gratuitamente aqui no site e o link da palestra será enviado por email para você uns 30 minutos antes de começar.

 

De Volta ao Show

É incrível como o tempo passa, e passa… e passa… Até que você se dá conta de que já passou tempo demais e você não colocou aqueles seus planos em prática, ou que você negligenciou uma certa área da sua vida, ou que tudo está tão corrido que você mal consegue respirar e pensar em se organizar.

Pois bem, eu estava no limite desse ritmo, até que ultimamente passei a encarar as coisas de forma diferente e conseguindo enxergar um sol no fim do túnel. Estou começando a me organizar, a priorizar e a entender que eu não preciso ser a super-mulher que eu sempre tentei ser.

A partir de agora, eu decidi que eu quero ser o melhor que eu posso ser nas coisas que realmente importam pra mim, e quanto ao resto… bom, quanto ao resto eu posso ser até medíocre, e isso está totalmente ok pra mim. Esse pensamento me trouxe um senso de claridade enorme, e tirou quilos e quilos de peso das minhas costas.

Escrever nesse blog é algo importante pra mim. Sempre foi. E é por isso que eu quero estar de volta. Olha, talvez o blog tenha uma nova pegada. Talvez eu traga assuntos diferentes para o blog. Talvez o blog sofra uma repaginada. Mas uma coisa é certa: Vocês ainda não se livraram de mim. ;)

Sinceramente, eu ainda não tenho certeza total de quando isso vai acontecer. Se você quiser ser avisado da minha volta, deixa seu email aqui que eu te escrevo quando isso acontecer, bele?




4 anos da Cecília: Hora da festa!

Eu já contei aqui como foi o dia de aniversário da Cecília, com seus presentes e passeios, mas ficou faltando contar como foi a festinha no sábado seguinte, então vamos lá!



*Ela decidiu que queria escrever ela mesma nos convites todos os nomes dos amiguinhos. A gente foi soletrando as letras e ela mandando bala! ;)

Esse ano a gente escolheu fazer uma Festa do Mel. Parte porque a Cecília adora comer coisas com mel, parte porque o Gustaf curte muito apicultura e praticava com o pai dele tempos atrás. Foi uma forma de relembrar isso. E foi uma festa muito gostosa de fazer porque nós quisemos manter tudo simples e ao mesmo tempo rico nos detalhes e no carinho.


Tenho quase certeza de que a primeira coisa que você vai me perguntar é sobre a estrutura de favos na parede atrás da mesa, tô certa?

Nada mais é do que palitos de sorvete (já amarelos, obrigada Kalunga!) colados um no outro formando essa coisa simples e bonita que você tá vendo. Os trequinhos com melzinhos dentro são um freebie em papel que eu mudei as cores pra combinar com a festa, imprimi e montei.








*recheio de doce de leite fujão…

Pra decoração, a gente fez pompom de lã, vassourinhas de papel de seda, frases penduradas na parede, flores amarelas em vidros de xarope, vidros com mel com tecidinhos na tampa, bolas-colméia de seda (esse a gente comprou pronto na 25 de março), parede de favos de papel pra fazer o fundo de tirar foto (tem que ter!) e etc.



* O vestido lindinho é da La Condesita, que eu sou super fã, e a flor laranja de cabelo foi um presente da AmorAlice.


E pra comer, claro que teve mel por toda a parte né? Teve bolo e cupcakes de mel com buttercream de cream cheese e mel e recheio de doce de leite, teve amendoim com mel, forminhas recheadas de ricota e mel, os mini pães de mel mais deliciosos que eu já comi em toda a minha vida, da Nadia Silva, mini panquecas com mel… Ah, e não posso deixar de falar dos brigadeiros de chocolate branco da Brigaderia Rock & Chocolate, da Daniele Moreno. Nham nham…





*Aí você pode ver que alguém roubou metade dos micro marshmallows das panquequinhas logo de cara… né Cecília?











Pra montar tudo isso no dia anterior só foi mesmo possível com a ajuda da cunhada querida e a mãe dela (Su e Cris, um ultra-mega-blaster obrigada!). Ficamos até tarde da noite fazendo os comes e bebes e arrumando a decoração. Pauleira… Mas sempre gratificante quando você vê a alegria da pequena curtindo o dia de festa dela, brincando com os amiguinhos pelos quais ela tem tanto carinho (e que tem um super carinho por ela também), aproveitando a família que vem de longe e comendo gostosuras o dia inteiro. É claro que no final ela tava tão esgotada que tava pedindo pra subir pra casa (veja só!), mas ela curtiu, ô se curtiu… :)



Com certeza foi um dia maravilhoso pra ela. Foi mais de uma semana antes da festa perguntando todo dia se no dia seguinte ia ser a festinha de aniversário dela! Isso porque a gente nem é o tipo de pai e mãe que fica falando nisso o tempo todo, justamente pra não deixar a criança super ansiosa. Mas mesmo assim, eu, que amo aniversários, imagino a ansiedade que ela estava de receber os amiguinhos e ganhar presentes e comer bolo e brigadeiro ;)

Ah, e os presentes… Um caso à parte. A Cecília nunca ganhou tantos presentes como dessa vez, e a gente ficou meio perdido do que fazer. Desde sempre nós optamos por dar o mínimo possível de brinquedos pra ela (e deixamos toda a família ciente disso), porque uma criança não precisa de dezenas de brinquedos pra ser criança. E mesmo ela tendo menos brinquedos que o habitual, a gente está de tempos em tempos vendo o que a gente pode doar pra abrir espaço pros novos (nesse aniversário, por exemplo, separamos duas sacolas para doação). Dessa vez como vieram muitos amiguinhos, todos eles trouxeram presentes. O que foi muito legal, sem dúvidas, mas que superlotou o quarto dela =P. Como lidar?? Já guardei alguns pra ela começar a brincar só daqui a um tempo, já doei outros antigos, mas se você tiver uma sugestão do que fazer, vou ficar super feliz em ouvir! Aliás, o que você acha sobre o assunto? Também seria legal ouvir a opinião de outras pessoas.

E foi isso. A Cerejinha teve um aniversário melado e amarelo muito feliz, que ela adorou. E isso é o que importa ;)

4 anos da Cecília: relatos e passeios

Dá pra acreditar? 4 anos! Agora a Cecília já é oficialmente uma menina grande! Ela tá mais independente a cada dia (e a gente estimula isso nela), sabe ler e escrever as letras e os números (na semana passada a gente levou ela ao oftalmologista e ele perguntou se ela tinha 6 anos. Okey…). Adora cantar as músicas do Gustaf junto com ele, mas também inventa suas próprias músicas. Adora fazer suas próprias perguntas de adivinha, e poemas que rimam. Não dorme mais sem ouvir uma história. Está cada vez mais desenhando coisas diferentes e divertidas, com temas inusitados como “mapa do tesouro com risco de dragão”, ou no outro dia quando ela chiou porque eu apaguei “o travesseiro” que estava desenhado no quadro negro.

Mas continua aquela linda criança super carinhosa e prestativa, que nota quando alguém deixa algo cair no chão, que faz carinho quando acha que a gente se machucou ou está com alguma coisa doendo, que ajuda crianças menores a se sentirem bem na escola (O último relato da professora foi de uma menininha nova que entrou na escola e estava chorando, quando a Cecília foi abraçá-la e dizer que ela era linda e que estava tudo bem).

Enfim, mais uma vez, a gente quis que ela tivesse um aniversário especial. O dia 7 era uma segunda-feira, e a festinha só seria no sábado seguinte, então nós fomos comemorar como “família pequena” (que é como a gente se chama: papai, mamãe e filhinha ^^).

No domingo, já que a maioria das peças é só nos finais de semana, levamos ela ao teatro pela primeira vez, para ver Chapeuzinho Vermelho, e ela adorou! É claro que o favorito dela foi o Lobo, mas ela não teve coragem de ir tirar foto com ele no final, só pediu pra tirar com a Chapeuzinho. =P

No dia seguinte, o tão esperado dia, foi o momento de acordar cedo e abrir presentes! Dessa vez a gente não fez caça aos presentes, mas escondemos atrás da cortina e ela achou sem querer, foi a maior surpresa pra ela ;)







Abrir presentes é sempre muito divertido né? Gustaf e eu demos pra ela um monte de comidinhas de madeira mais uma mini cesta de piquenique (só faltou a toalha xadrez!) e um cavalinho de pau. A Cecília é uma criança que ama fazer piqueniques, tá sempre querendo fazer um no quarto dela na hora do lanche. :)

Depois nós fomos conhecer a nova Biblioteca Infantil, na Vila Mariana, aqui em SP. Uma amiga me mandou um email dando a dica e eu achei que poderia ser legal levar ela no dia do aniversário, mas superou as expectativas. A biblioteca é demais! Super bem decorada e com muitos livros legais. A Cecília não queria ir embora quando deu a hora de fechar, e por muitos dias (até ontem) continua pedindo pra gente voltar lá.











E finalmente, aniversário sem bolo não é aniversário, certo? Então pra fechar o dia nós fomos na Zúcchero Doçaria comer bolo e cantar parabéns. Eu tinha esquecido as velas, mas a dona gentilmente deu uma pra gente. Quero voltar lá mais vezes, tanto pela gostosura dos doces quanto pela simpatia das pessoas. ;)




E parabéns pra Cerejinha!

(em outro post eu venho mostrar a festinha de aniversário!)

Compro de Quem Faz

Não sei se você viu correndo a internet nos últimos dias um movimento a favor de artesãos e artistas independentes… Viu?

Pois é, esse é o Compro de Quem Faz. Um movimento criado pelo Tanlup pra incentivar um consumo mais inteligente. De que forma? Comprando o que você precisa no dia-a-dia de pequenos produtores independentes ao invés de grandes lojas. Não porque eles são coitadinhos e precisam da sua ajuda para sobreviver, mas porque os artesãos modernos fazem coisas de qualidade, tal qual ou ainda melhores do que as indústrias.

Só hoje eu consegui parar pra escrever aqui no blog sobre isso, e foi até bom, porque assim eu posso passar as minhas impressões sobre o assunto desse período desde o dia em que o CDQF nasceu.

O lançamento do movimento foi feliz demais. Em 1 dia, vimos centenas de pessoas já engajadas com a causa. Parece que todos estavam praticamente prontos para dizer chega a esse consumismo desenfreado de produtos em série e importados (porque tudo que é gringo tem mais valor, certo? Eu não acho, mas é o que parece ser verdade para uma galerinha brasileira aí…). E o que faltava era o CDQF pra juntar todas essas pessoas sob um mesmo guarda-chuva, pra que assim, pelo coletivo, pudéssemos tentar alguma mudança nesse cenário do artesanato nacional.

Eu acredito no poder transformador do artesanato, em como ele muda a vida de quem faz. E sei que ele pode influenciar positivamente também quem passa a dar preferência ao produto artesanal na hora de consumir.

Eu estou muito animada pelo que está por vir, acho que podemos fazer coisas bem legais em prol da causa, e assim alcançar todo o país. E eu não acho que isso é utopia não. ;)

Quer se juntar a nós? Você pode acompanhar (e entrar em ação) pelo site ou pela página no facebook:

comprodequemfaz.com.br
facebook.com/comprodequemfaz


(você pode ler o manifesto aqui)