Uma Carta Para Minha Filha: Sobre Coragem

Existem lições de vida que eu gostaria de transferir pra minha filha assim como um pai deixa uma herança para os filhos. Se eu pudesse, escreveria um testamento com todo o patrimônio emocional que eu adquiri (e ainda vou adquirir!) durante a minha vida. Mas, apesar de saber que ela vai trilhar o próprio caminho e aprender suas próprias lições de vida, eu ainda posso escrever cartas para ela, e essa é uma delas…

Uma carta para minha filha: Sobre Coragem

O que é coragem?

  • Vão querer te fazer acreditar que coragem é enfrentar os monstros e gigantes sem nem piscar.
  • Vão querer te fazer acreditar que coragem é algo que só os super-heróis podem ter.
  • Vão querer te fazer acreditar que coragem é nunca ter um pingo de dúvida sobre as coisas (e sobre você).
  • Vão querer te fazer acreditar que coragem é não ter medo de nada.

Filha, não acredite neles.

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Como seus planos para o futuro podem estar arruinando o seu presente

Outro dia eu li uma frase enquanto estava navegando pelo tumblr e ela ficou na minha cabeça por alguns dias:

“Todos os meus planos para o futuro começam com ‘quando eu ficar rico…'”

E eu fiquei assustada em ver o quanto esse tipo de pensamento está tão presente nas nossas mentes, o quanto nós vivemos ansiando pelo futuro, esperando que aquela uma coisa aconteça pra que aí sim nós possamos aproveitar a vida, pra que aí sim a gente seja feliz…

natalia-rosin-presente-agora
foto cortesia de pedro simões

A sua frase pode até ser um pouco diferente, como:

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A importância de se autoconhecer

Você se conhece bem?

A importância de se autoconhecer, Natália Rosin
foto cortesia de lauren rushing

Antes de você responder essa pergunta, vamos traçar um paralelo: Imagina que você é daquelas pessoas que não acompanha suas finanças no dia-a-dia. Não dá tempo de fazer um orçamento mensal, nem de olhar regularmente seu bankline. É tão prático poder passar tudo no cartão… Você nem precisa ter dinheiro na conta porque existe o cartão de crédito!

Conseguiu visualizar?

Pois bem, tenho quase certeza que quem não acompanha as finanças gasta mais do que deveria.

Por quê? Porque “o que os olhos não veem o coração não sente”, então você não tem consciência de que naquele mês gastou muito mais do que o seu orçamento permitia com roupas, por exemplo. Se você faz isso mês após mês, vai acumulando débitos e mais débitos, e torrando as economias, até que chega um momento em que a bomba explode na sua mão.

E é aí que começa o desespero, porque durante meses, você estava de olhos vendados, simplesmente porque não buscava ter conhecimento sobre suas finanças. Você está quebrado e não sabe como chegou a esse ponto… “Como isso aconteceu?”

Aconteceu porque você não conhecia a sua conta bancária. Não conhecia de verdade.

E é mais ou menos a mesma coisa que acontece quando você não conhece a si mesmo. Com o agravante de que nossas emoções, personalidade, necessidades, habilidades e deficiências não são números em um extrato bancário. Elas não são mensuráveis e nem objetivas, o que dificulta ainda mais o ato de tomar a iniciativa de buscar se autoconhecer.

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Como eu passei a acordar cedo, e o que você pode fazer para conseguir também.

Eu sempre achei que funciono muito melhor de manhã. Quando acordo cedo eu consigo fazer muito mais coisas em menos tempo. A manhã é super produtiva e antes do almoço eu sinto que já resolvi um monte de coisa. O problema é que com a correria do dia-a-dia, eu dormia muito tarde, normalmente depois da meia noite, e acordava mais tarde do que gostaria, por volta de 7, 8h da manhã, ou acordava cedo mas passava o dia como zumbi.

Como eu passei a acordar cedo, e o que você pode fazer para conseguir também, Natália Rosin

Foi então que eu realizei que essa não era uma rotina sustentável por muito tempo e nem saudável pra mim. Eu não queria estar sempre cansada. Eu queria ter tempo de fazer exercício físico pela manhã. Eu queria conseguir aproveitar melhor o meu período mais produtivo do dia. E pra fazer isso acontecer, eu teria que provocar uma mudança de hábito grande na minha vida.

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Como eu uso o Evernote para ser mais organizada e produtiva

Eu comecei a usar o Evernote no ano passado e ele tem sido uma ferramenta essencial na minha vida desde então! Ele é o meu cérebro digital, onde eu coloco tudo, absolutamente tudo, que preciso pra me manter organizada e liberar espaço aqui no meu cérebro humano e poder usá-lo pro que importa de verdade.

E convenhamos, não dá pra confiar na minha cabeça pra lembrar de todas as coisas que eu preciso lembrar, então eu me condicionei a jogar tudo lá dentro. Ele é inclusive o sistema que está fazendo com que seja possível que eu me torne cada vez mais paperless, podendo me desfazer de mais e mais papéis a cada dia (esse é um processo looooongo pra mim).

Como eu uso o Evernote para ser mais organizada e produtiva, Natália Rosin
olha aí o Evernote em ação

Se você ainda não tem familiaridade com o Evernote, deixa eu te explicar bem rapidinho: Ele é uma ferramenta que te possibilita criar Notas, que podem ser organizadas dentro de Cadernos (e até por Pilhas de Cadernos, embora eu não use) e por meio de Tags (minha escolha preferida de organização!). Dentro de cada Nota, você pode inserir textos, checklists, tabelas, imagens, pdfs, arquivos diversos e até áudios (o que eu adoro!). As Notas são privadas por padrão (só você tem acesso), mas você pode escolher compartilhar com outras pessoas, e pode ter Cadernos inteiros compartilhados também.

Como ter essa ferramenta como companheira diária tem dado muito certo pra mim, quero compartilhar um pouquinho com você para que eu uso o Evernote no dia-a-dia (e quando eu digo dia-a-dia, eu quero dizer TODO dia)

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5 razões para não querer fazer tudo sozinho

Vou te contar um segredo: Eu sempre tive muita dificuldade de trabalhar em equipe. Quando no processo de um projeto, eu nunca soube muito bem como dividir.

5 razões para não querer fazer tudo sozinho, Natália Rosin
foto de JD Hancock

Deixa eu te dar um exemplo para ilustrar o que eu estou falando: Feiras de Ciência. Não sei como era na sua época de ginásio, mas na minha escola, geralmente você tinha um grupo de 5 ou 6 pessoas, escolhia um tema sobre o qual iam apresentar, e partiam para as pesquisas e materiais que iam usar para sustentar aquele tema. Pois bem, acho que isso é uma lei universal dos grupos escolares, mas você sempre tem: 1 ou 2 que fazem o trabalho duro, e 4 que só pegam carona e decoram o que tem que apresentar 1 dia antes, certo?

Nos meus grupos, não era diferente. Todo ano nós dividíamos o trabalho, mas cada um fazia sua parte mal e porcamente. Teve um ano que eu decidi: Quer saber, eu vou fazer esse trabalho sozinha. Montar o conteúdo, preparar os materiais e só dividir com o restante do grupo quem vai falar o que. E vamos ver no que dá, vamos ver se vai sair um trabalho bacana. E foi basicamente isso que eu fiz.

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Criatividade está em todos: 6 dicas para mudar sua atitude e ser uma pessoa criativa

Eu acredito piamente e eternamente que toda e qualquer pessoa é criativa.

Algumas percebem isso e fazem bom uso dessa característica, algumas abafam (ou deixam que abafem) a própria criatividade, outras nunca nem pararam para pensar de verdade sobre isso, e outras tantas tem medo de viver de forma criativa.

Criatividade está em todos: 6 dicas para mudar sua atitude e ser uma pessoa criativa, Natália Rosin
We can do it!

Mas eu realmente acredito que o ser humano é por natureza criativo, basta olhar para uma criança. Talvez o que aconteça é que ao longo da vida algumas dessas pessoas que foram crianças criativas tem essa característica suprimida pela família, pelos amigos ou pela própria escola. Nem vou entrar nesse mérito, isso é assunto pra um outro post. Mas eu não acho que “perder” a criatividade é um caminho natural não. Nós deveríamos é estar preocupados por isso acontecer com tamanha frequência.

E quando falo de criatividade, não estou falando só do lado artístico: de pintar, desenhar, esculpir ou escrever. Tenho certeza que muita gente pensa só nesse lado quando se fala nisso, certo? Mas não, eu estou falando da criatividade no sentido mais amplo da palavra. De ser capaz de ter ideias inovadoras em qualquer área da vida. De buscar soluções para os problemas que aparecem e ter sucesso nisso.

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Fazer X Apoiar quem faz

Antes de mais nada, eu quero agradecer a vocês que sempre mandaram mensagens e emails dizendo que estavam com saudades, e pedindo para eu voltar ao blog. Sempre li essas mensagens com uma pontadinha no coração de agradecimento, e me sinto honrada por poder contar com esse suporte de vocês.

Fazer X Apoiar quem faz, Natália Rosin

Eu sempre quis criar, sempre. Não havia um dia durante a minha infância em que eu não estivesse envolvida em algum projeto ou pensando em algum. Não havia tédio durante as férias em casa quando eu era adolescente, porque eu sempre tinha o que fazer enfurnada na minha escrivaninha no quarto. Enquanto meus amigos de escola diziam ansiar a volta das aulas, dizendo não aguentar mais ficar em casa entediados, eu estava lá sonhando pra que eu tivesse mais tempo de férias pra terminar tal projeto.

Durante o meu ginásio, eu sonhava em ser artista. Durante um tempo dizia que queria ser escritora.

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[Palestra] Não basta ser um grande criativo com um produto supimpa. Tem que saber vender.

[Palestra] Não basta ser um grande criativo com um produto supimpa. Tem que saber vender., Natália Rosin

Com a minha experiência no Tanlup, uma das situações que eu mais vejo são criativos que tem um produto maravilhoso, mas que não conseguem vender, não conseguem chegar ao seu público de forma eficaz. E foi por isso que eu escolhi falar sobre esse tema na palestra online que vou dar no 1º Fórum Brasileiro de Negócios Criativos, amanhã (sim, domingo!) às 10h da manhã.

Fica aqui o convite para você me assistir em vídeo e em cores. É só se inscrever gratuitamente aqui no site e o link da palestra será enviado por email para você uns 30 minutos antes de começar.

De Volta ao Show

É incrível como o tempo passa, e passa… e passa… Até que você se dá conta de que já passou tempo demais e você não colocou aqueles seus planos em prática, ou que você negligenciou uma certa área da sua vida, ou que tudo está tão corrido que você mal consegue respirar e pensar em se organizar.

Pois bem, eu estava no limite desse ritmo, até que ultimamente passei a encarar as coisas de forma diferente e conseguindo enxergar um sol no fim do túnel. Estou começando a me organizar, a priorizar e a entender que eu não preciso ser a super-mulher que eu sempre tentei ser.

A partir de agora, eu decidi que eu quero ser o melhor que eu posso ser nas coisas que realmente importam pra mim, e quanto ao resto… bom, quanto ao resto eu posso ser até medíocre, e isso está totalmente ok pra mim. Esse pensamento me trouxe um senso de claridade enorme, e tirou quilos e quilos de peso das minhas costas.

Escrever nesse blog é algo importante pra mim. Sempre foi. E é por isso que eu quero estar de volta. Olha, talvez o blog tenha uma nova pegada. Talvez eu traga assuntos diferentes para o blog. Talvez o blog sofra uma repaginada. Mas uma coisa é certa: Vocês ainda não se livraram de mim. ;)

Sinceramente, eu ainda não tenho certeza total de quando isso vai acontecer. Se você quiser ser avisado da minha volta, deixa seu email aqui que eu te escrevo quando isso acontecer, bele?